Eu tinha tudo para dar certo. E mesmo assim, parei.
Dívidas que eu não conseguia pagar. Crises de pânico no meio da madrugada. Um currículo bonito e a sensação de não reconhecer o homem no espelho.
Eu sabia fazer muita coisa. Só não sabia quem eu era quando ninguém estava olhando.
O que me salvou estava guardado havia trinta anos.
Procurando outra coisa, achei um envelope antigo. Dentro, anotações que meus pais fizeram quando eu nasci: o desenho do céu no dia e na hora exata em que eu cheguei ao mundo.
Meu mapa. Ele esteve ali a vida inteira. Eu nunca tinha lido.
Eu estava perdido. O mapa, não.
Linha por linha, era como olhar uma foto de satélite da minha própria vida. Onde minha energia sempre fluiu sem esforço, e onde ela vazava havia anos. O que em mim era força esperando direção, e o que era ferida pedindo cuidado.
Nada ali previa o meu futuro. Tudo ali mapeava o meu terreno.
Matei a versão medrosa de mim. O resto já estava escrito.
O mapa não fez o trabalho por mim. Ele me mostrou onde eu precisava começar. Dali em diante, comecei a desmontar as crenças que rodavam por baixo: o sistema operacional que me mantinha travado.
Levei anos nisso: astrologia, psicoterapia, a minha própria reconstrução. O que encontrei no fim não foi um destino. Foi um ponto de partida.
Hoje eu faço pelos outros o que aquelas anotações fizeram por mim.
Sou bacharel em administração pela PUCRS, já atuei como psicoterapeuta, empreendi e escrevi um livro sobre Poder Pessoal. Mas o que eu faço hoje é ler vidas através do Mapa Astral, não para dizer o que vai acontecer com você, e sim para te mostrar quem você já é.
E, com isso, ter clareza nas suas decisões de vida.